De dançarinas a personagens mascaradas: veja quem realmente parou o país com uma capa e muita pouca roupa
Atualizado em 15 de maio de 2025
5 14.013 3 minutos de leitura
Capas históricas, vendas estrondosas e muita bunda à mostra.
Nada de ex-BBB, subcelebridade digital ou musa de reality que ninguém lembra o nome. O pódio das Playboys mais vendidas do Brasil é um retrato perfeito do que realmente hipnotizava o brasileiro médio entre uma cerveja e outra nos anos 90 e 2000: dançarinas com coreografias quase ginecológicas, personagens bizarras de programas de auditório e até uma comediante que, ao invés de fazer rir, fez muita gente suar. Esqueça o conceito de “fama” atual. Aqui, quem estampava a capa era quem movia multidões — literalmente.
Os números não mentem, e se você acha que 1 milhão de revistas vendidas é exagero, é porque nunca viu o poder de uma loira do “É o Tchan” na era pré-RedTube. O topo da lista, com seus imbatíveis 1.247.000 exemplares, continua inalcançável — não importa quantos filtros do Instagram a nova geração use. A seguir, o desfile de capas que realmente pararam o Brasil, com direito a perucas, máscaras e o tipo de “figurino” que deixava qualquer banca de jornal parecendo um prostíbulo de luxo.
Confira a seguir o Top 10 das edições mais vendidas da Playboy no Brasil – uma verdadeira cápsula do tempo:
Sheila tinha acabado de ganhar o concurso para ser a nova loira do “Tchan” nessa época e todas as atenções estavam voltadas para ela (sim, o “Tchan” parava o Brasil nesse tempo). Posou para a Playboy três vezes, ao todo: duas sozinha e uma com a então parceira de grupo, Scheila Carvalho.
Esta foi a primeira vez em que a então dançarina do “É o Tchan” Carla Perez posou para a revista, ainda sem as plásticas e sem todo aquele trato no cabelo e na pele. Ela foi capa da revista outras duas vezes – em abril de 1998 e dezembro de 2000. Nesta última houve polêmica por causa de um Papai Noel que estava junto com a dançarina. A capa acabou sendo coberta nas bancas de jornal para não chocar as crianças.
8º Lugar:
Feiticeira (sem véu) – Agosto de 2000 – 804.866
Apesar de ter ficado conhecida por nunca tirar o véu de Feiticeira(nem na primeira vez em que posou para a Playboy, em 1999), nesta edição Joana Prado tirou tudo mesmo. Ela ainda foi capa da revista em abril de 2002. Muita água rolou desde então e, em 2009, rolou um climão em um programa de tevê no qual ela chorou e disse que ficava constrangida quando as pessoas ficavam lembrando do seu passado.
7º Lugar:
Tiazinha (sem máscara) – Março de 2000 – 828.627
Nesta época, ela já tinha seu próprio programa de TV, exibido pela Bandeirantes. Baseado na estética das histórias em quadrinhos, “As Aventuras da Tiazinha” era uma série em que ela interpretava uma justiceira sedutora enfrentando bandidos para proteger sua cidade. O programa foi um fracasso. A revista, um sucesso.
O ensaio foi feito na época em que ela interpretava a burrinha Magda do programa Sai de Baixo, exibido pela emissora manipuladora Globo entre 1996 e 2002. Ela fazia sucesso com as mini-saias da personagem e posou para a revista só esta vez, na edição do seu 22º aniversário.
A morena do “Tchan” é recordista não só em vendas, mas também em número de capas: foram cinco. E em três delas, foi com a mesma pose (essa aí da imagem). As outras edições saíram em novembro de 2000, setembro de 1999, dezembro de 2001 e abril de 2009.
O ensaio da modelo e ex-namorada de Ayrton Senna (na época, ela não era ainda atriz-apresentadora) foi capa da edição comemorativa de 20 anos da Playboy brasileira. A foto em que ela aparecia se depilando foi uma das mais polêmicas da história da revista.
Em 1999, o Programa H, na época apresentado por Luciano Huck, fazia super sucesso entre os marmanjos. Tanto é que quatro das dez capas mais vendidas são de personagens que surgiram lá. Essa foi a primeira capa da Tiazinha, que posou de máscara.
Na época em que posou pela primeira vez para a capa da Playboy, ninguém sabia como era o rosto de Joana Prado sem o véu da Feiticeira do Programa H. Será que tanta gente comprou a revista achando que ia finalmente desvendar o mistério? Bem, não foi o que aconteceu: ela tirou tudo, mas o véu ficou. Pelo menos nesse primeiro ensaio.
O Brasil pode ter mudado, mas esse ranking é um lembrete de que o desejo nacional tem memória longa e, convenhamos, um gosto bastante peculiar.
Adriane Galisteu só pode ter sido por caridade que compraram.
Adriane Galisteu só pode ter sido por caridade que compraram.
Verdade amigo. Que vai ser feia la no inferno!
viado é foda ^ kkk
viado é foda ^ kkk